quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Três candidaturas, os mesmos doadores, um só programa

Em agosto, Aécio Neves era o candidato favorito dos grandes empresários. É o que indicou pesquisa realizada pelo jornal Valor em evento que reuniu 120 executivos de grandes empresas, em 06/08. O tucano tinha a preferência de 47% dos presentes.

Com a morte de Eduardo Campos, Marina entrou na campanha. Em 29/08, o Valor publicou a matéria “Para derrotar Dilma, mercado 'marinou'”. Por mercado entenda-se o setor financeiro, que se entusiasmou com a ex-senadora. Não por razões ideológicas, diz a matéria, mas por ver nela uma grande oportunidade para derrotar Dilma.

Dilma, por sua vez, é a preferida pelo agronegócio. Não é só o apoio entusiasmado de Kátia Abreu, senadora e presidente da Confederação da Agricultura. Eraí Maggi, conhecido como o "rei da soja", também se declarou favorável à reeleição de Dilma.

Mas as diferenças eleitorais entre empresários, banqueiros e latifundiários são apenas isso mesmo: eleitorais. É o que mostram as doações para as campanhas. Os três primeiros colocados recebem quase 95% das doações do grande capital. Com o agravante de que a candidatura de esquerda é, disparado, a mais beneficiada.

A grande imprensa cobra dos candidatos favoritos a apresentação de seus programas de governo. Mas há um programa com o qual os três concordam. Ele inclui o rombo causado pelo pagamento dos juros da dívida interna no orçamento público. Ou a “bolsa-banqueiro” representada pelo superávit primário. As metas de inflação e os juros estratosféricos também estão garantidos.

Este programa não foi posto em questão por nenhum dos primeiros colocados nas pesquisas. É ele que está em prática e continuará a valer, vença quem vencer.

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