domingo, 6 de março de 2016

A política no xadrez

Como se sabe, a rainha é a peça mais poderosa do xadrez. Costuma ser o recurso mais eficiente na proteção ao rei, a peça mais valiosa do jogo.

Mas o rei é uma peça cujos movimentos são limitados. Exatamente por sua importância, não pode ser exposto.

No tabuleiro atual da política nacional a paralisia de Dilma a transforma num rei tão importante quanto desajeitado. Lula é a própria rainha.

Talvez, a mais recente e bombástica operação da Lava-Jato tenha como objetivo anular os movimentos da rainha para expor ainda mais o rei.

A jogada pode ser perigosa. A rainha tem muitos recursos.

Mas há outras peças em movimento.

O cavalo estaria ameaçando dar alguns coices?

A sorte é que bispo e torre não se entendem.

Na verdade, a confusão é grande.

Difícil manter um tabuleiro quieto em meio a uma tempestade formada por economia em depressão e altas taxas de desemprego.

De repente, tudo balança e peças caem.

Há vários momentos em que não se sabe nem mesmo quais são as peças pretas e quais as brancas. Ou quem exatamente as está movimentando.

Ninguém tem clareza sobre como buscar o xeque-mate.

Difícil saber como e quais serão os próximos movimentos.

Um dos lances mais ousados do xadrez é o sacrifício da rainha. Mas isto é para os melhores jogadores.

No nível em que se encontra a atual partida e seus contendores, certo, mesmo, só o sacrifício dos peões.

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