terça-feira, 8 de março de 2016

“Sejamos todos feministas”, convida Chimamanda

Chimamanda Ngozi Adichie é uma jovem revelação da literatura nigeriana. Publicou com sucesso “Meio sol amarelo”, “Hibisco roxo” e “Americanah”. Romances que tratam de temas como a violência contra a mulher, preconceito racial e imigração.

Outro livro seu é “Sejamos todos feministas”, um relato sobre a importância do feminismo em sua vida. Conta, por exemplo, que ouviu a palavra pela primeira vez ainda na adolescência.

Foi numa conversa acalorada com um amigo. De repente, ele a chamou de feminista. Não como um elogio: “Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!”. E segue a narrativa:

Naquele dia, quando cheguei em casa e procurei a palavra no dicionário, foi este o significado que encontrei: “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos”.

Minha bisavó, pelas histórias que ouvi, era feminista. Ela fugiu da casa do sujeito com quem não queria se casar e se casou com o homem que escolheu. Ela resistiu, protestou, falou alto quando se viu privada de espaço e acesso por ser do sexo feminino. Ela não conhecia a palavra “feminista”. Mas nem por isso ela não era uma. Mais mulheres deveriam reivindicar essa palavra. O melhor exemplo de feminista que conheço é o meu irmão Kene, que também é um jovem legal, bonito e muito másculo. A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz: “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar. 

Sejamos todas e todos, um pouco como Chimamanda!

Leia também: Dia Internacional da Luta Feminista

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