terça-feira, 28 de março de 2017

Carne fraca e Reforma da Previdência, tudo a ver

Dizem que a Operação Carne Fraca está servindo de cortina de fumaça para aprovar a Reforma da Previdência. Pode ser. Mas não é só isso.

Todo mundo sabe que a JBS é uma das maiores envolvidas nas denúncias dessa operação da Polícia Federal. E que as marcas Swift, Friboi e Seara, ligadas à empresa, estão sob suspeita.

O que quase ninguém lembra é que a mesma JBS também aparece na Operação Greenfield, anunciada em setembro de ano passado.

E sobre o que era essa outra operação? Sobre carne? Não. Previdência. Mais especificamente, previdência privada.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias contra os maiores fundos de pensão de funcionários de estatais: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correio).

Na época, a grande imprensa fez questão de denunciar os gestores desses fundos, já que muitos deles tinham fortes ligações com os governos petistas. Mas, depois, as notícias sumiram.

Em 8 de março, a Operação Greenfield entrou em sua segunda fase. Ninguém deu muita atenção. E quando estourou o escândalo da carne adulterada, aí é que a coisa sumiu, mesmo.

Mas o fato é que os tais fundos fraudados são privados. Exatamente o tipo de negócio a que o governo Temer está tentando entregar a aposentadoria dos trabalhadores com sua “reforma”.

Além disso, a JBS, da Friboi, deve R$ 1,8 bilhão à Previdência. É a segunda maior devedora, atrás da Varig, que faliu em 2006 e deve R$ 3,713 bilhões.

Ou seja, o agronegócio ataca de todos os lados. Ataca nossas mesas, nossa saúde, nossos bolsos e está louco para roubar nosso futuro, também.

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O Caixa 2 de olho no Caixa 1 da Previdência

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