quinta-feira, 16 de março de 2017

Mulheres comunistas na história dos Estados Unidos

Abaixo, algumas das mulheres comunistas estadunidenses citadas por Angela Davis em seu livro "Mulheres, raça e classe".

LUCY PARSONS era mulher de um dos líderes sindicais injustamente condenados à morte em Chicago, em 1886. Mas sua luta começou quase uma década antes e continuou por mais cinquenta anos. Importante organizadora da União de Mulheres Trabalhadoras de Chicago, para ela sexo e raça eram “manipulados pelos patrões para justificar a superexploração de mulheres e negros”.

ELLA REEVE BLOOR era uma notável militante na luta pelos direitos para mulheres e negros e pelo socialismo. Conhecida como "Mãe" Bloor, viajava de carona pelos Estados Unidos, ajudando a organizar incontáveis greves. Comunista e branca, era uma aliada do movimento de libertação negra.

ANITA WHITNEY nasceu em uma família rica de San Francisco. Apoiava firmemente as causas antirracistas. Em novembro de 1919, fez o discurso "O problema dos negros nos Estados Unidos”, em que denunciava os frequentes linchamentos de negros naquele país. No final, foi detida pela polícia sob a acusação de praticar “sindicalismo criminoso”.

ELIZABETH GURLEY FLYNN ajudou a tornar o sindicato “Industrial Workers of the World”, a primeira organização nos Estados Unidos a admitir absoluta igualdade entre seus membros negros e brancos. Segundo ela:

Cada desigualdade e incapacidade infligidas às mulheres brancas americanas é agravada mil vezes entre as mulheres negras, que são exploradas três vezes: como negras, como trabalhadoras e como mulheres.

CLAUDIA JONES, militante sindical, gostava de lembrar a seus companheiros brancos que "muitos progressistas, e mesmo alguns comunistas, também são culpados por explorar trabalhadoras domésticas negras".

Como elas, houve muitas outras. Enquanto houver injustiça, sempre haverá.

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