quarta-feira, 15 de março de 2017

O Caixa 2 de olho no Caixa 1 da Previdência

A grande imprensa grita contra os parlamentares que tentam escapar a possíveis punições pela utilização do “Caixa 2”. Mas confia nesse mesmo bando de pilantras para aprovar a Reforma da Previdência, que considera medida de “salvação nacional”.

Não teria a menor lógica não fosse o fato de que a proposta de Temer é mais um golpe contra os cofres públicos. E muito mais grave que qualquer caixa 1, 2 ou 3.

O que realmente está em jogo é o controle de uma grande parte do que se costuma chamar de fundo público. Segundo definição de Evilasio Salvador:

O fundo público envolve toda a capacidade de mobilização de recursos que o Estado tem para intervir na economia, além do próprio orçamento, as empresas estatais, a política monetária comandada pelo Banco Central para socorrer as instituições financeiras.

No caso da Previdência, sua receita bruta em 2014 foi de R$ 686 bilhões. É o controle desta dinheirama toda que está em jogo. E o mercado financeiro é o maior candidato a se apropriar dela, graças aos votos das bancadas cuja eleição financiou, destinando recursos perfeitamente legalizados no caixa 1 de suas campanhas eleitorais.

O mesmo pode acontecer em relação ao FGTS, cujos recursos podem deixar de ser controlados pela Caixa Econômica Federal. São cerca de 470 bilhões cobiçados por bancos e especuladores em geral. Os mesmos que, aliás, são grandes anunciantes dos jornais.

Para saber mais sobre essa importante disputa em torno dos fundos públicos, leia a revista do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho,  clicando aqui. E ajude a divulgar, também.

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