quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Dilma, ainda mais à direita

A mais recente proeza do governo Dilma foi a privatização dos aeroportos. Os 300% pagos a mais em relação à oferta inicial são um péssimo sinal. Mostram que o preço estava subfaturado e que os consórcios vencedores sabem que o negócio será ótimo. Tanto quanto foram as privatizações tucanas, que encareceram tarifas e pioraram serviços. E, tal como antes, tudo à custa de dinheiro público. O BNDES entrou com 60% dos R$ 24,5 bilhões negociados.

Deve ser por isso que a economista Elena Landau declarou aos jornais ontem:
Quando o governo Dilma inaugura um processo claro de privatização, sem eufemismo, sem semântica, com a simbologia de bater o martelo, mostra que inicia uma fase diferente, em que podemos ter bom-senso na discussão.
Landau é ex-diretora do BNDES e ficou conhecida no governo FHC como a "musa das privatizações".

Outro a elogiar o desempenho do governo petista foi Roberto Setubal, principal executivo do Itaú. “Gosto de tudo o que tenho visto” disse ele ao jornal O Estado de S. Paulo, em 29/01.

Na Câmara Federal, o governo fez aprovar a criação de empresa para gerir hospitais universitários. Proposta que não passa de nova privatização. Dessa vez, em área ainda mais importante para os interesses populares.

“Reforma agrária registra pior ano desde 95”, diz reportagem de João Carlos Magalhães, publicada pela Folha de S.Paulo em 05/02. E cita dados do próprio Incra: menos de 22 mil famílias de sem-terra foram assentadas no primeiro ano do governo Dilma.

Ao mesmo tempo, o governo federal quer desengavetar no Congresso projeto de lei sobre o direito de greve de servidores públicos. Na verdade, uma proposta que tenta inviabilizar as paralisações no setor.

A elevada popularidade da presidenta só mostra que o lulismo continua funcionando. Preservando os interesses dos ricos, enquanto distribui migalhas aos pobres.

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