quarta-feira, 24 de julho de 2013

A moral e os péssimos costumes da Igreja Católica

Aproveitando a Jornada Mundial da Juventude e a presença de seu chefe supremo, a Igreja Católica distribuiu o chamado "kit peregrino". Ele inclui o "Manual de Bioética para Jovens", que trata de temas como família, aborto, reprodução assistida, eutanásia e homossexualidade.

A publicação não é só conservadora. Também é incoerente. Diz que o aborto é um crime, mas a própria Igreja Católica considerou aceitável a interrupção da gravidez por muitos séculos. Só a partir de 1968 deixou de condená-la.

A contradição também é grande em relação à homossexualidade. O manual afirma: “Desconectar o sexo do gênero e considerar que a identidade sexual repousa apenas sobre o gênero resulta em apagar uma evidência anatômica. O nosso corpo mentiria para nós?”.

O problema é que a maioria dos cristãos sempre foi orientada a suspeitar de seus apetites físicos. A temer os “caprichos da carne” e a confiar na “pureza do espírito”. Nossos corpos não apenas mentiriam, como seriam perigosos. Por que eles nos diriam toda a verdade, agora?

Mas nada disso importaria, não fosse a insistência da igreja católica em tentar transformar seus dogmas em leis. A ética costuma servir de base para a moral e o direito. Mas a moral define normas às quais podemos aderir ou não. O direito estabelece regras que são obrigatórias.

O Vaticano pode até se achar no direito de cobrar obrigações morais a seus fiéis. Jamais transformar seus dogmas em leis que se imponham aos que não lhe devem obediência. É mais um péssimo costume, produto da moral autoritária da Igreja Católica.


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