quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Facebook e a revolução na Disneylândia

O assunto continua sendo as atividades da Agência Nacional de Segurança (NSA, em inglês), que bisbilhota a internete para o governo americano. Pedro Doria publicou o artigo “Como os EUA espionam a rede” no Observatório da Imprensa, em 09/07. Logo de cara, um trecho chama a atenção:

A internet é um enorme conglomerado de redes privadas conectadas entre si. Aproximadamente 20 empresas em todo o mundo controlam a maior parte do tráfego. É uma infraestrutura cara, um amontoado de servidores, cabos e roteadores.

Basta esta informação para colocar por terra toda a conversa fiada sobre a democracia das redes virtuais. Por que é que 20 poderosas empresas colocariam sua “infraestrutura cara”, cheia de “servidores, cabos e roteadores” a serviço das lutas populares?

Mas Dória traz outra denúncia, feita por um funcionário da AT&T. A gigante das telecomunicações possui uma grande rede de servidores na costa oeste americana. A NSA teria uma sala secreta dentro da empresa que faz cópias de todo os dados que saem de seus equipamentos.

O mesmo deve acontecer em outras poderosas corporações do setor de telecomunicações. Tudo indica que a espionagem governamental é obra de uma integração entre Estado e empresas.

Facebook, twitter, Google, Microsoft oferecem instrumentos ágeis e importantes para a comunicação. Não é o caso de abandoná-los. Mas seria bom prestarmos atenção ao que escreveu Sérgio D´Ávila na Folha em 07/07:

Se a geração MPL quer fazer a revolução anticapitalista, fazê-la no Facebook é como se rebelar contra o imperialismo ianque morando na Disneylândia. Curtiu?

Não. Não dá pra curtir.

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