quarta-feira, 3 de julho de 2013

Reforma política e ditadura econômica

O governo federal enviou mensagem ao Congresso propondo temas para um plebiscito sobre questões eleitorais. Com isso, Dilma reforça o coro que interessa aos poderosos. Junto com a grande mídia, rebaixa o debate provocado pelo povo nas ruas a questões como financiamento de campanha, suplência de senadores, coligações e voto secreto no Congresso.

Nada disso vai à raiz do problema. A questão é a quem os parlamentares e governantes representam. Engana-se quem acha que o maior problema do País é a corrupção. Propinas e subornos representam uma taxa administrativa que o grande capital paga a seus representantes no Legislativo e a seus delegados no Executivo.

Há quem ache que a solução para isso é o financiamento público de campanha. Mas ele já existe e é enorme. Chama-se Fundo Partidário e passou de R$ 729 mil reais em 1994 para R$ 350 milhões em 2012. Proibir o financiamento privado atrapalha um pouco, mas só deve engordar o velho caixa dois.

Não adianta mexer na ordem política, sem alterar a lógica econômica. Enquanto todos olham para Congresso, ninguém repara no Banco Central. É um poderoso comitê de meia dúzia de especialistas que nunca foram eleitos, mas determinam o que acontece na economia do País. Mantém uma dívida pública imoral, que reserva quase metade dos recursos públicos para especuladores aqui e mundo afora.

Muito bonito discutirmos reformas superficiais e de efeito duvidoso. Enquanto isso, a ditadura econômica neoliberal passa despercebida, camuflada na feia paisagem social brasileira.

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