sábado, 11 de julho de 2015

Sobre a China

A recente queda das bolsas chinesas vem sendo vista como o possível estouro de uma bolha especulativa.

As pílulas sempre falaram muito da China. Em agosto, a questão era a dependência econômica brasileira em
Consumo chinês ameaça economia brasileira. Em outubro de 2011, por exemplo, um dos textos avisava “Se a bóia chinesa furar, glub, glub... Em novembro do mesmo ano, Soviéticos ontem, chineses hoje e a crise capitalista caracterizava a economia do país como um capitalismo de Estado extremamente vulnerável aos efeitos da crise do mercado.

Em dezembro,
A crise mundial e a síndrome da China referia-se à falácia de que o gigante oriental seria imune à crise iniciada em 2008. Questão já abordada em julho daquele ano, com Estados Unidos e China: abraço de náufragos, que discutia a arriscada complementaridade das duas poderosas economias.

A bolha imobiliária chinesa apareceu na pílula de março de 2012, intitulada
No país mais populoso, cidades desertas. Em agosto, A China pode tornar-se um buraco negro falava sobre o tamanho insustentável da produção chinesa. Tema retomado em abril de 2013 no texto China: potência ou bomba-relógio?.

Finalmente, em junho de 2013,
A sombra dos créditos podres chineses destacava os perigos do sistema financeiro paralelo, em que bancos sem supervisão das autoridades emprestavam a quem não conseguia recursos nos bancos oficiais.  

O fato é que os efeitos da crise de 2008 vêm cercando o gigante asiático, começando pelo mercado imobiliário, passando para o sistema bancário paralelo e chegando, agora, às bolsas.

O mundo observa assustado. O que acontecer lá afetará a todos. Na economia, mas principalmente, na luta de classes.

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