quarta-feira, 15 de junho de 2016

Fora Temer, sim. Mas é pouco

Primeiramente, Fora Temer!

Em 13/06, Laura Carvalho publicou na Folha “A plutocracia não cabe no Orçamento”, mostrando as consequências da proposta de “Temer-Meirelles”, que prevê o reajuste das despesas do governo federal pela inflação do ano anterior:

Se vigorasse no ano passado, e outros gastos não sofressem redução real, as despesas com saúde teriam sido reduzidas em 32% e os gastos com educação em 70% em 2015. Pior. Se o PIB brasileiro crescer nos próximos 20 anos no ritmo dos anos 1980 e 1990, passaríamos de um percentual de gastos públicos em relação ao PIB da ordem de 40% para 25%, patamar semelhante ao verificado em Burkina Faso ou no Afeganistão. E se crescêssemos às taxas mais altas que vigoraram nos anos 2000, o percentual seria ainda menor, da ordem de 19%, o que nos aproximaria de países como o Camboja e Camarões.

Ainda segundo Laura:

... as propostas do governo interino não incluem nenhum imposto a mais para os mais ricos, mas preveem muitos direitos a menos para os demais. Os magistrados conseguem reajuste de seus supersalários, mas a aposentadoria para os trabalhadores rurais é tratada como rombo (...). O pagamento de juros escorchantes sobre a dívida pública não é sequer discutido, mas as despesas com os sistemas de saúde e educação são tratadas como responsáveis pela falta de margem de manobra para a política fiscal.

Este violento ajuste neoliberal mostra que razões para combater o governo interino não faltam. Resta saber se expulsando Temer-Meirelles pela porta da frente, não voltam pelos fundos outras duplas semelhantes. Incluindo a velha parceria Lula-Meirelles.

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