quinta-feira, 30 de junho de 2016

A saída é política, não institucional

Vamos dar uma breve olhada no mundo da política oficial em várias partes do planeta.

O Brexit jogou os dois principais partidos britânicos em uma aguda crise. Conservadores e trabalhistas, velhos rivais eleitorais, querem ver seus respectivos líderes pelas costas.

As eleições estadunidenses estão polarizadas não apenas entre o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, mas entre Hillary e o também democrata, Bernie Sanders.

Alex Tsipras foi eleito primeiro-ministro grego para dar um basta à austeridade econômica imposta pela União Europeia (UE). Uma vez empossado, passou a dizer amém à UE e adeus a sua militância.

Na Espanha, o Podemos buscou votos propagandeando o “socialismo venezuelano”. No parlamento, tenta ser “responsável” como o PT brasileiro. Não à toa, patina nos gabinetes e nas ruas.

Na Itália, o partido que mais cresce é o Cinco Estrelas, que afirma não ser de direita ou de esquerda. Típica definição de quem avança rumo à extrema-direita.

Os trabalhadores franceses estão em guerra contra medidas propostas por uma ministra marroquina e integrante de um governo “socialista”.

Aqui, a presidenta foi derrubada por seu vice quando tentava aplicar o programa de governo da oposição. Mas os que a derrubaram só querem acelerar a aplicação daquele mesmo programa.

Quase todas as forças políticas acima disputam a melhor maneira de chegar ou se manter no poder sem mexer na essência do modelo neoliberal.

Prometem uma vida melhor ou menos ruim para seus eleitores, aprofundando as causas mesmas que pioram a vida deles.

A saída continua sendo política, mas a democracia institucional foi sequestrada pela ditadura econômica neoliberal.

Leia também: O Brexit e a revolta dos gatos magros

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