quarta-feira, 22 de junho de 2016

Secundaristas, repressão terceirizada e autodefesa

O portal "Outras Palavras" traz um excelente balanço da onda de ocupações de escolas públicas por secundaristas em vários estados. O texto de Douglas Oliveira foi publicado em 21/06.

Em geral, as ocupações lutam contra projetos de reestruturação escolar que implicam fechamento de escolas, diminuição de vagas e entrega da gestão a Organizações Sociais. Estas últimas, importante lembrar, principais responsáveis pela falência do sistema de saúde no Rio de Janeiro.

O balanço das ações é positivo. No Rio, a maior conquista é a realização de eleições diretas para diretores nos colégios ocupados. Em São Paulo, o governo recuou da reestruturação escolar, ainda que informalmente, e foi obrigado a aceitar a criação de uma CPI sobre irregularidades no fornecimento de merenda escolar.

Mas é bastante preocupante o que o texto chamou de “violência terceirizada”. À pesada repressão policial soma-se a ação de milícias civis de direita ilegais e com o apoio de governos e empresários.

No bairro carioca do Méier, por exemplo, secundaristas foram vítimas de repressão policial por integrantes de um convênio entre a PM e a associação comercial local. Em São Paulo, movimentos de desocupação patrocinados pelo governo cometem atos violentos contra os ocupantes diante de policiais que nada fazem para impedir.

O texto lembra um dos casos mais terríveis de repressão terceirizada. Aconteceu há menos de dois anos, no México, quando o governador do estado de Guerrero entregou a vida de 43 estudantes ao crime organizado.

São práticas fascistas que precisam ser combatidas sem vacilações. Os movimentos sociais jamais terão condições de enfrentar militarmente essas ameaças, mas a adoção de medidas de autodefesa é urgente.

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