Doses maiores

4 de outubro de 2018

#FHsim

Há muitos meses, a formação de uma frente antifascista começou a ser discutida por vários setores da esquerda. Entre estes, os integrantes de seu maior partido.

A proposta acabou enterrada pelo calendário eleitoral. Seus coveiros foram, principalmente, os dirigentes petistas. Irresponsáveis.

O antipetismo que empesteia o cenário e favorece a extrema-direita poderia ter sido evitado. Os petistas não quiseram. Levianos.

O PT poderia ter se integrado a uma frente eleitoral em que desempenharia um papel coadjuvante. Uma frente que sacrificasse a vitória petista em nome da resistência ao pior.

Mas Lula e seus seguidores não admitem abandonar o palco principal. Insensatos.

Fascistas jamais foram derrotados pelas urnas. Pelo contrário, Mussolini e Hitler chegaram ao poder pelo voto.

O fascismo só pode ser derrotado no cotidiano da vida e das lutas dos explorados e humilhados. Muitos de nós abandonaram essas trincheiras. Alguns de nós, as trocou por gabinetes e palácios. Muitos destes se sujaram no poder e continuam se emporcalhando para voltar a ele.

Uma vitória eleitoral contra Bolsonaro tornou-se fundamental. Mas ela não será uma derrota do fascismo porque a vitória do petismo não é necessariamente uma vitória da democracia. Ela também é o triunfo do golpismo. De aliados do PT, como Calheiros e Eunício.

Mas, agora, o que nos resta é impor uma derrota à candidatura do fascismo.

Agora, é Boulos, por coerência e fidelidade. Depois, é FH, por desespero.

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