quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aldo Rebelo de moto-serra em punho

Está em debate no Congresso relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que defende mudanças no Código Florestal. Para o deputado, a lei prejudica o agronegócio brasileiro. Se é que pode ser chamado assim um setor dominado por ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e Monsanto.

No entanto, não falta lugar pra plantar. É o que mostra pesquisa recente da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP. O estudo diz que o volume de terras boas para a agricultura é de 61 milhões de hectares (Mha). Metade disso está ocupada por pastagens.

O fato é que a criação de bois no Brasil ocupa muito espaço. No total, são 211 Mha para a produção de carne. A média de cerca de 1 boi por hectare é muito alta. Pode ser baixada, prejudicando menos o ambiente e abrindo espaço para o plantio. Principalmente, para a agricultura familiar.

Desse modo, esses 61 milhões de hectares poderiam ser utilizados para dobrar a área de plantio sem mexer no Código Florestal.

Para concluir, o estudo da ESALQ diz que o Código Florestal permite 104 Mha de desmatamento legalizado. Ou seja, é preciso mudá-lo, sim. Mas, para torná-lo mais rigoroso.

Rebelo contou com assessoria de uma consultora jurídica que presta serviços ao agronegócio. É da base de apoio do governo federal, que acaba de dar R$ 116 bilhões aos ruralistas. A turma da moto-serra agradece.

2 comentários:

  1. é uma vergonha, tem q haver um protesto dos ambientalista pra denunciar pra sociedade!

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  2. Cade o Psol, Pstu tem q ter ação ~!

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