sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pacote de maldades: homofobia racista

Em 2009, a Fundação Perseu Abramo realizou uma pesquisa sobre preconceito contra gays. O estudo mostrou que 26% dos brasileiros admitem discriminar homossexuais.

Em 2003, a pesquisa “Discriminação Racial e Preconceito de Cor no Brasil”, do Datafolha, revelou que somente 4% dos pesquisados disseram ter preconceito de cor.

Pesquisas são recortes da realidade. Dizer que não tem preconceito é bem diferente de realmente não tê-lo.

Mas é relativamente fácil notar que o racismo é bem menos aceito socialmente que a homofobia. É muito comum o uso de termos como “viadinho”, “bichinha”, “bicha louca”. Já chamar alguém de “negro safado” ou “preto vagabundo” pega muito mal.

Por outro lado, as vítimas do racismo costumam receber o apoio da família. As vítimas da homofobia não têm a mesma garantia. Ser homossexual, branco e com dinheiro não traz imunidade contra discriminação. Mas o tratamento costuma ser menos violento.

Duro mesmo é ser gay, negro e pobre. O problema maior é que a resistência à perseguição sofrida em cada uma dessas condições acontece de forma isolada. Cada setor tenta reagir sozinho à parte que lhe cabe nesse pacote de maldades. Os poderosos, que fizeram o embrulho, agradecem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário