25 de setembro de 2017

Sobre as ameaças de intervenção militar

Mais que justa toda a indignação manifestada em relação ao pronunciamento do general Mourão no sentido de que as Forças Armadas teriam um golpe militar preparado. Assim como são necessárias a denúncia e a resistência a qualquer coisa desse tipo.

Mas é importante atentar para o papel de outras instituições e setores do Estado na defesa dos interesses das classes dominantes. E neste aspecto, tudo indica que as Forças Armadas estão longe de desempenhar a mesma função que cumpriu nos períodos anterior e posterior ao golpe de 1964.

É mais ou menos sobre esse tema que falam algumas pílulas antigas.

É o caso da perigosa convergência de interesses entre militares, judiciário e os economistas do governo golpista, tema de No meio da confusão, o jogo a ser jogado é nas ruas, de maio de 2017.

Em relação aos apelos para que haja uma intervenção militar “constitucional”, Artigo 142: intervenção militar garantida, de dezembro de 2016, e Precisamos falar da República de Weimar, de outubro de 2016. Por fim, a mais antiga. Uma pílula de setembro de 2013: O poderoso partido dos quartéis.

As pílulas acima procuram demonstrar que as expectativas do general Mourão já vêm sendo atendidas há muito tempo. Aliás, a recente ocupação militar da Rocinha foi só mais uma das muitas ocorridas nas últimas décadas a demonstrar isso. 

Por outro lado, sabemos que quando se trata da defesa dos interesses das nossas classes dominantes, nada pode estar tão ruim que não possa piorar.

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