segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama, pálido e triste

A diplomacia brasileira disse que trataria Obama “de igual para igual”. Não foi o que aconteceu. O mundo oficial parou tudo para deixar o presidente americano passar. Obama agiu tal qual um monarca em visita a suas colônias.

No entanto, o reinado de Obama é o da frustração. Traiu praticamente todas as suas promessas de campanha. Não fechou a prisão de Guantánamo. Não retirou as tropas americanas do Iraque. Votou contra resolução da ONU pelo fim da presença israelense na Palestina. Lançou o maior pacote de ajuda econômica da história para salvar banqueiros. O sistema público de saúde criado por ele não passa da entrega do setor à exploração das grandes empresas.

Obama é autor de uma grande façanha. Não é fácil chegar aonde chegou num país racista. Mas, só assumiu o poder porque este já o havia moldado para tanto. A mais perfeita ditadura do mundo não permitiria algo diferente. Não se chega ao topo de um império para enfraquecê-lo. Por isso, o único papel que vem desempenhando bem é o que representou no Brasil. O de imperador.

Quanto aos que o receberam, fizeram o que deles se esperava. Obama fez promessas genéricas, elogios fáceis, arrancou gritinhos e aplausos. De concreto, mesmo, a pretensão de garantir reservas de petróleo e manter o saldo comercial favorável a seu país.

Há uma música de Gilberto Gil que cita Michael Jackson. A letra diz que o grande astro negro “além de branco ficou triste". Barack Obama aparenta alegria. A cor de sua pele não mudou. Mas, tudo o que sua eleição parecia representar tornou-se pálido e deprimente.

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