segunda-feira, 25 de abril de 2011

Um sarcófago para a energia atômica

Em abril de 1986, um acidente atingiu a usina atômica de Chernobyl, na Ucrânia. É considerada a pior catástrofe nuclear da história. Em agosto de 2010, a Agência Envolverde publicou artigo de Pavol Stracansky, que afirmava:
“Quase 25 anos depois do pior acidente nuclear da história, novas descobertas científicas sugerem que os efeitos da explosão em Chernobyl foram subestimadas. Especialistas publicaram, no mês passado, uma série de estudos indicando que, contrariando conclusões anteriores, as populações de animais diminuíram na área de exclusão em torno do lugar onde funcionava a antiga central nuclear soviética, e que os efeitos da contaminação radioativa depois da explosão foram “assombrosos”. Cada vez mais javalis com altos níveis de césio são encontrados no lugar”.
Em 19 de abril de 2011, Pilar Bonet e publica no jornal El País outra notícia sobre Chernobyl:
“Um consórcio internacional começou a construir uma nova cobertura para o sarcófago que protege o reator número 4, aquele que provocou a explosão na madrugada do dia 26 de abril de 1986. A futura cobertura, em forma de arco de 105 metros de altura, impedirá as filtrações de água e também os vazamentos de radioatividade. Com sua proteção e a ajuda de robôs, talvez um dia seja possível desmontar o reator”.
A construção começou pouco mais de um mês após o terremoto que atingiu a usina nuclear de Fukushima, no Japão. As autoridades locais admitem que o nível da gravidade do acidente está próximo ao de Chernobyl.

Especialistas dizem que os efeitos do acidente da Ucrânia podem durar milhares de anos. A humanidade não podia se dar ao luxo de produzir mais uma Chernobyl.

Multiplicam-se as manifestações populares contra as usinas nuclears. Tomara que se tornem um grande cortejo funerário para o uso da energia atômica.

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