terça-feira, 5 de abril de 2011

Imperialismo brasileiro no Peru

No domingo, 10/04, acontece o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru. O atual presidente, Alan García, aprovou um pacote com mais de 30 grandes projetos de grandes obras.

As principais beneficiadas são grandes empresas brasileiras. Entre elas, Odebrecht, Camargo Correa e Queiroz Galvão. Segundo matéria da Folha de São Paulo de 03/04, as empreiteiras brasileiras estão envolvidas na construção de seis hidrelétricas. Os investimentos podem chegar a US$ 16 bilhões.

Segundo a matéria, as construtoras brasileiras são as maiores doadoras da campanha do ex-presidente e candidato Alejandro Toledo. A matéria da Folha alerta para o fato de que as hidrelétricas “são só uma fatia dos negócios brasileiros no país”.

As “múltis brasileiras” já teriam investimentos de US$ 3,5 bilhões a US$ 5 bilhões no país vizinho. Números que devem triplicar com as obras públicas previstas. Principalmente, em mineração, construção e energia.

A Odebrecht, por exemplo, está há 31 anos no Peru, diz a Folha. Já fez 54 obras que representam investimentos de US$ 4,4 bilhões. O que a matéria não diz é que, lá como cá, as maiores vítimas desse tipo de empreendimento são a população pobre e o meio ambiente. Sem falar nos próprios trabalhadores das obras.

O capital com sede no Brasil vem promovendo uma espécie de “imperialismo tupiniquim” na América Latina. Um “imperialismo jr.” que também faz estragos na África e no Oriente Médio desde, pelo menos, os governos militares.

Apesar disso, boa parte da esquerda brasileira comemora o sucesso do “empresariado brasileiro”. Aprendeu com Lula a alisar a cabeça dos que sempre exploraram a população, desde Cabral até FHC.

2 comentários:

  1. Uai, até na Nicarágua o imperialismo brasileiro conseguiu tomar!

    Olha essa reportagem do OperaMundi:

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/especial/NICARAGUA+APOSTA+NA+MUDANCA+DE+MATRIZ+ENERGETICA+COM+PROJETO+HIDROELETRICO+CONDUZIDO+POR+BRASILEIROS_10911.shtml

    ResponderExcluir
  2. Ah, é. Sem dúvida!
    Valeu pela informação.
    Abraço!

    ResponderExcluir