quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Idosos do mundo, uni-vos

“Mundo terá 1 bilhão de idosos em dez anos”, avisa o Fundo de População das Nações Unidas. A instituição também diz que, em 2050, os idosos chegarão a 2 bilhões.

Os neoliberais gritam: “o envelhecimento populacional vai quebrar os sistemas de previdência”. Trata-se de meia verdade. O volume de recursos produzidos pela economia mundial seria suficiente para assegurar o futuro de todos, não fosse apropriado por uma elite que não deve ultrapassar os 2% da humanidade.

Os números da ONU indicam uma vitória da humanidade sobre a decomposição biológica. Mas a degeneração social vem ganhando essa corrida com larga vantagem. A grande maioria dos idosos sofre com preconceitos e apertos econômicos.

A ciência vem avançando na melhoria da qualidade de vida para os mais velhos. O problema é que grande parte desses avanços está reservada aos poucos que podem pagar. Não são apenas os tratamentos caros. Dietas equilibradas e tranquilidade também se tornaram bens de luxo. Para a grande maioria, sobra idade e faltam conforto e dignidade.

Ao mesmo tempo, reportagem de Luís Bassets, publicada no El País, em 07/10, diz: “Um mundo com mais população idosa será conservador e pouco inclinado a revoluções”. A afirmação é mais que duvidosa. Ninguém faz revolução porque é jovem. Revoltas acontecem empurradas por crises sociais.

Por outro lado, revoluções não se resumem a batalhas de rua. Estas são o resultado, não a causa dos conflitos de classe. E para alcançarem a vitória precisam da organização e da experiência de séculos de lutas populares. Um acúmulo que está na cabeça de milhares de militantes veteranos. Portanto, grisalhos, uni-vos!

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