quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O PT se acomoda ao conservadorismo

Alberto Dines publicou o artigo “Quem derreteu Russomanno foi a Cúria” em 09/10, no Observatório da Imprensa. O jornalista aponta fatores religiosos na derrota da candidatura do candidato do PRB.

Segundo Dines, pouco antes da eleições, um texto do bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal, chefe da campanha de Russomanno, circulou na internete. Um trecho dizia: “Precisamos salvar o Brasil e torná-lo verdadeiramente laico, livre da influência da religião.”

O artigo avalia que a cúpula da Igreja Católica usou o texto para assustar os carolas de sua base, retirando votos de Russomano. Por essa explicação, venceu o conservadorismo católico, não o evangélico. E pode ter beneficiado a candidatura petista.

O conservadorismo também domina a cena eleitoral nas eleições paulistanas. De um lado, o quarto vereador mais votado foi o tenente Telhada. O ex-comandante da Rota tem fama de matador e teria ameaçado de morte um jornalista da Folha. É do PSDB, de Serra.

Do outro lado, os petistas têm o apoio de Paulo Maluf, que foi governador no início dos anos 1980. Época em que ele consolidou a vocação assassina da Rota. Como se vê, a violência contra os pobres está contemplada no segundo turno paulistano.

Por fim, duas informações quanto ao julgamento do “Mensalão” e à imprensa golpista. A primeira: oito dos onze juízes do Supremo foram indicados pelos governos petistas. A segunda: apenas dez empresas da grande mídia concentram 70% da verba publicitária do governo federal. O resto é dividido pelos 3 mil veículos do País.

O PT enfiou-se numa camisa de força conservadora. E vai se acomodando cada vez mais a ela.

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