sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Belo Monte: Lula pariu o monstro

Lula assinou o decreto que autoriza a concessão para exploração da usina de Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará. Trata-se da terceira maior hidrelétrica do mundo. Atrás apenas das usinas de Três Gargantas, na China, e de Itaipu. O início das operações está previsto para 2015.

Os movimentos sociais chamam o projeto de Belo Monstro. Nada mais justo. Afinal, a usina atingirá 11 municípios e 9 territórios indígenas. Quase 10 mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. Haverá desmatamento de grandes áreas de floresta e parte do rio Xingu secará.

Tudo isso para beneficiar principalmente a fabricação de alumínio. Uma indústria suja, que consome grande volume de água e é monopolizada por gigantes como Alcoa, Votorantim, Vale, Gerdau e CSN.

Em seu discurso, Lula falou em “compartilhamento de responsabilidade” entre Estado e empresas privadas. Mas o BNDES está financiando 80% dos R$ 19 bilhões que a obra deve custar. Dinheiro que irá para Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. As três maiores empreiteiras do País ficaram responsáveis por sua construção.

É a cara do projeto desenvolvimentista do governo petista. Em 2006, Lula havia dito que indígenas, quilombolas e a legislação ambiental são "entraves para o desenvolvimento". Um raciocínio bem típico da ditadura militar. Não por acaso, Belo Monte começou a ser concebido durante o governo Geisel.

Agora, a criatura que vai servir ao grande capital deve sua paternidade a Lula. Suas vítimas serão as populações locais e o meio ambiente. A vergonha fica por conta dos apoiadores do governo nos movimentos sociais.

2 comentários:

  1. Possível solução de toda essa guerra gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

    Qualquer atividade que for ser realizada dentro do país, que cause grandes impactos, sejam quais forem, deve ser discutida e aprovada pelo Congresso Nacional, se a mesma envolver todo o país ou se ela estiver relacionada a áreas que estejam sobre os cuidados, proteção e administração da União. Caso não passe pelo Congresso Nacional, exorbita o poder regulamentar do País. Dependendo da gravidade, dos impactos e da possível comoção nacional do povo, o Congresso Nacional pode fazer jus de um plebiscito ou de um referendo (se for o caso).

    Dependendo do caso, o plebiscito e o referendo podem ser pedidos ao Congresso Nacional por meio de um abaixo-assinado vindo do povo, mostrando assim o ensejo do povo em ser ouvido e consultado sobre o tema tratado ou que irá ser tratado pelo Congresso Nacional.

    * Plebiscito é uma consulta ao povo antes de uma atividade ou projeto que vai ser discutido no Congresso nacional ou de uma lei ser constituída, de modo a aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas.

    * Referendo é uma consulta ao povo após a lei ser constituída (atividade ou projeto), em que o povo ratifica ("sanciona") a lei já aprovada pelo Estado ou a rejeita.

    A Usina Hidrelétrica de Belo Monte vai estar interligada ao Sistema Nacional de Energia Elétrica, ou seja, caso precise da energia dela para se distribuída pelo país, será usada e caso haja um problema de funcionamento nela, como ocorreu na Usina Hidrelétrica de Itaipu, todo o sistema energético do país pode ser comprometido ou deixa de funcionar (todo ou certa parte deste sistema) temporariamente, para evitar possíveis danos e sanar as falhas de tal Usina Hidrelétrica. Isso envolve diretamente a vida de todos os Brasileiros que depende da Energia Elétrica do Sistema Nacional de Energia Elétrica do país.

    Além disso, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte envolve Terras Indígenas que estão sobre os cuidados, proteção e administração da União.

    Resumindo:

    Basta o povo se organizar e fazer um abaixo-assinado pedido ao Congresso Nacional que seja feito um Referendo, para que o povo possa ser consulta. No referendo, o povo irá ratificar ("sancionar") a lei já aprovada de autorização da Construção de Belo Monte ou rejeitar a mesma.

    Belo Monte dizer a vocês: "...piada no exterior... vamos faturar milhões. Quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão."

    "A natureza é fonte inesgotável de saber e vida. Quem a destrói comete o genocídio dos pensamentos e ensinamentos que foram dados por ela."

    (Cientista e Pensador Herbert Alexandre Galdino Pereira)

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  2. Peço licença para discordar, Alexandre. O Congresso Nacional já tem instrumentos legais suficientes para barrar Belo Monte. Não o faz porque mais de 90% de seus membros estão comprometidos com as forças econômicos que os ajudaram a eleger. O sistema eleitoral brasileiro, assim como o de grande parte das “democracias” do mundo, está blindado em relação aos interesses da grande maioria dos povos.
    Obrigado pelo comentário.
    Abraço!

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