terça-feira, 15 de novembro de 2011

O euro criou um terceiro mundo na Europa

“Aos poucos, crise do euro contagia a economia global” diz editorial do jornal Valor de 11/11. Na Folha de 12/11, o título de uma matéria dizia “Espanha não cresce e recessão se aproxima”. No mesmo texto o ex-primeiro-ministro inglês Gordon Brown avisava: a França poderá ser uma das próximas vítimas do mercado na crise da dívida soberana.

Um novo surto da crise de 2008 se aproxima perigosamente. Os comentaristas neoliberais culpam governos gastadores e povos cheios de privilégios. Já os governantes alemães e franceses, seriam responsáveis por economias sólidas e produtivas. Mas em artigo de 12/11, Paul Krugman explica melhor:
Na prática, ao adotar o euro, Espanha e Itália se reduziram à situação de países do Terceiro Mundo que precisam tomar empréstimos na moeda alheia, com toda a perda de flexibilidade que isso implica (Folha de São Paulo).
Ou seja, a pretensa saúde das economias alemã e francesa deve-se à exploração de seu quintal. Um terceiro mundo particular, que não se resume a Grécia e Portugal. Envolve outras economias dependentes, mas grandes o suficiente para que sua quebra abale a economia mundial.

O pior virá quando o quintal já não tiver mais nada para ser saqueado. A crise pode igualar “primeiro” e “terceiro” mundos numa só catástrofe econômica. Atingir, inclusive, os que já se sentem parte da elite mundial.

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