quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Morte com passagem de ida e volta

A Folha de S. Paulo de hoje, 02/11, traz reportagem com as últimas novidades do mercado de velórios e sepultamentos:
VELÓRIO ON-LINE
Câmeras filmam o velório e o transmitem por meio do site da empresa ou via Skype para os familiares distantes

JOIA
Por meio de uma técnica suíça, as cinzas são transformadas em diamantes

URNA ECOLÓGICA
As cinzas são armazenadas em uma urna com sementes de árvore, que pode ser "plantada" pela família

QUADROS
Criadora de um método especial, a artista plástica Cláudia Eleutério pinta quadros de tinta a óleo com as cinzas mortuárias

ESPAÇO SIDERAL
A urna com cinzas é enviada para uma funerária nos EUA, que, em parceria com a Nasa, as envia para o espaço

LIMUSINE
Uma limusine adaptada com luz azul e televisão de plasma transporta o caixão com os parentes

MÚSICOS E BUFÊ
Violinistas se apresentam enquanto copeiras servem os convidados no funeral

"BEM-VELADO"
Doces semelhantes ao "bem-casado" são servidos em embalagens negras

CEMITÉRIO-CLUBE
Sem lápides chamativas, com pracinhas infantis, lagos e trilhas ecológicas, cemitérios investem no visual para ganhar um jeito de clube
Só falta um plano de milhagem como os das companhias aéreas. O consumidor poderia acumular pontos ao utilizar seu cartão de crédito. Quanto mais pontos, mais tempo longe da cova.

Afinal, a medicina anda avançando muito. E como a maioria desses avanços só fica ao alcance dos mais ricos, isso é bem capaz de se tornar viável. E não duvidemos da possibilidade de chegarmos ao luxo de se venderem passagens de ida e volta para o além. Só para quem já tem onde cair morto, claro.

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Um comentário:

  1. O capitalismo consegue transformar qualquer situação em um bom negócio. Ter seguro funerário é até uma boa, numa hora tão complicada, ter que "resolver" a questão do despacho deve ser um saco(e tbm caro pra quem não tem o seguro).Mas violinos e limusine, sei não hein, eu dispenso...

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