quarta-feira, 27 de julho de 2011

Crise: o ruim, o péssimo e o bom

O trecho abaixo é de um artigo de Paul Krugman, respeitado colunista do The New York Times. Sob o título ''O risco de uma crise mundial aumenta'', foi publicado pela CartaMaior, em 25/07. Prevê duas saídas para a crise das dívidas americana e européias. Uma ruim, outra péssima:
Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, o que está ocorrendo agora é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que alimentou a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a 2ª Guerra Mundial finalmente proporcionasse o "impulso" que a economia precisava.
Como se vê, a hipótese ruim de Krugman diz respeito à saída pela guerra. Ele lembra que foi a 2ª Guerra Mundial que reaqueceu a economia mundial nos anos 1930. Realmente, o mais sangrento conflito bélico da história proporcionou uma enorme destruição de vidas e queima de capital.

Outros ingredientes da época também estão presentes. Entre eles, governos de esquerda que servem à direita. A conseqüente e justa desilusão popular com a política institucional. O avanço do conservadorismo e do fascismo.

A história nunca se repete tal como aconteceu. Mas, antes como agora, é preciso avançar na luta anticapitalista. A única noticia boa é que há povos ocupando as ruas e praças. Organizando os explorados, ofendidos e humilhados.

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