quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Crise: Dilma sabe o que fazer

A recente queda nas bolsas mundiais não se deve apenas ao pânico dos investidores. O fato é que as principais economias do mundo estão parando. Na melhor das hipóteses, vão ter crescimento zero. Os investidores estão fugindo de investimentos ligados a risco.

E isso tem muito a ver com o Brasil. Entre as principais bolsas do mundo, a brasileira vem sendo a campeã em quedas. Um sinal ruim. Significa que muitos investimentos previstos para manter e aumentar o nível de ocupação podem estar comprometidos.

Mas a Bovespa também cai arrastada pela queda dos preços das commodities. São produtos como ferro, milho, trigo, cobre, petróleo. Representam mais de 70% de nossas exportações. E seus preços são definidos fora do País.

O governo diz que temos grandes reservas em dólares. Como se sabe, dólares podem migrar muito facilmente. Também diz que podemos nos apoiar no alto consumo interno, cujo maior incentivo vem do crédito facilitado.

Um tal de Tony Volpon publicou um artigo sobre essa questão no Valor de 09/08. Alerta para os limites de endividamento dos consumidores brasileiros. Diz que pode se aproximar de níveis perigosos, já que nenhum outro país tem nossas taxas de juros.

De qualquer maneira, Dilma já está tomando providências. Há um projeto no Congresso que congela o salário do funcionalismo federal por 10 anos. Também pressiona pela não aprovação de piso salarial a policiais. Prepara mais cortes em gastos sociais.

Ou seja, a conta sobra para a maioria da população. Como diz o ditado, quem muito se abaixa para os poderosos, acaba mostrando o traseiro para os mais fracos.

Leia também: As correspondências do lulismo

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