quinta-feira, 1 de junho de 2017

Quem pode desarmar a bomba-relógio do capital?

Reportagem de Anis Chowdhury e Jomo Kwame Sundaram, publicada no IHU-Online em 21/05, revela que o Fórum Econômico Mundial “qualificou a grave desigualdade de renda como o maior risco que o mundo enfrenta”.

A matéria refere-se ao encontro anual que reúne a elite do poder econômico mundial.

Klaus Schwab, fundador do evento, foi obrigado a reconhecer: “Se continuarmos tendo um crescimento não inclusivo e continuarmos com a situação de desemprego, em especial do desemprego juvenil, nossa sociedade global não será sustentável”.

Christine Lagarde, diretora gerente do FMI, disse algo semelhante, assim como o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, cujo maior temor é um ambiente social que venha a “explodir, em grande medida, por causa das desigualdades”.

A “influente revista Foreign Affairs”, do Conselho de Relações Exteriores, avalia que a situação venha a “erodir a ordem social e gerar uma reação popular contra o sistema capitalista em geral”.

Muito do modo como funciona essa bomba-relógio social de alcance planetário está em “O Capital”, cujo primeiro volume foi publicado por Karl Marx, em 1867. Exatos 150 anos atrás.

Os participantes do Fórum Econômico Mundial representam o que há de mais poderoso no planeta. Mas nem eles conseguem deter o grande mecanismo apocalíptico em que vai se transformando o sistema econômico mundial.

É por isso que Marx não chamou sua obra “A burguesia” ou “Os capitalistas”.  Apesar de serem estes últimos os maiores beneficiados pelo capitalismo, não está em seu poder deter suas consequências desastrosas.

Na verdade, são eles que precisam ser detidos. Por quem? Marx respondeu a seu modo: pelos “proletários do mundo”. Fica a dica...

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