sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conspirações não existem. Só conspiradores

Em 31/07, Nafeez Ahmed publicou o artigo “Pentágono pesquisa o controle social” no The Guardian. Ele afirma que “militares norte-americanos estimulam e financiam investigações sobre lógica da mobilização social, e como detê-la”. Ainda segundo Ahmed, o programa pretende:

... desenvolver “estratégias relevantes de batalha” a curto e médio prazo para oficiais superiores e responsáveis pelas decisões de uma “comunidade política de defesa”, bem como para informar as políticas implementadas por “comandos de combatente”.

Outro projeto, diz o artigo, é da Universidade de Washington e “pretende descobrir as condições em que se originam os movimentos sociais que visam a mudança política e econômica em grande escala”.

Mas tem mais. Em 2013, o Pentágono criou a Iniciativa Minerva para determinar “quem não se torna um terrorista, e por quê?”. Porém, diz Ahmed, o projeto confunde ativistas pacíficos com “partidários da violência política”.

Enquanto isso, o Facebook organizou uma conferência de Sociologia em maio passado, nos Estados Unidos. O evento pretenderia recrutar cientistas sociais para analisar o enorme banco de dados de que a empresa dispõe. Nossos dados!

Em junho, surgiram denúncias de que o Facebook usou quase 700 mil usuários como objetos de uma pesquisa psicológica sem que eles soubessem. Agora sabemos. Somos nós    os ratos!

Por fim, no final de julho, ficamos sabendo que um laboratório da Google está recolhendo amostras genéticas de vários indivíduos. O objetivo seria constituir um banco de dados que permita “montar”’ um ser “humano perfeito”. Um conceito que deve excluir a grande maioria de nós!

As teorias da conspiração costumam ser delirantes. Mas estão cada vez mais próximas de se tornar realidade.

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